quinta-feira, 24 de junho de 2010

STORIE DI PIRATI E CORSARI

 

Arnoldo Mondadori Editore S.p.A , Milão

A FRATENIDADE DA COSTA

Por volta da primeira metade do século XVI, em Tartaruga, lugar de vegetações tropicais, abundância de frutos e de caça, clima ideal, desembarques tranqüilos; foi neste paraíso terrestre que fixaram sede os rejeitados da sociedade de toda Europa. Era uma espécie de retiro voluntário. O fundador Levasseur, além de dar à Fraternidade o nome de ‘Fraternidade da Costa”, fixou regras duras. Na ilha não há mulheres ( pelo menos nos primeiros decênios, e quando houver, os verdadeiros bucaneiros permanecerão solteiros: os casados seram considerados como lavradores de segunda mão, bons apenas para plantar fumo e feijão). Viviam em estreitas cabanas, em grupos de 3 a 5 camaradas, unidos por vínculos fraternos e profundo espírito comunitários. A disciplina era rígida, justiça sumária em casos graves de desajustes e proibição de abandono da fraternidade. Ao entrar para fraternidade, os bucaneiros renunciavam à vida civil originária e se rebatizavam com qualquer nome ou ainda nomes de santos, seguido às vezes pelo nome do pais ou região de origem.
Os bucaneiros deviam praticar a pirataria mais para se defenderem dos hidalgos espanhóis das Antilhas do que por vocação. E, como piratas, não foram piores que nenhum outro tipo de ladrão do mar. A única diferença era o total desprezo pela riqueza: salvo raríssimos casos, os bens capturados dos navios espanhóis ao longo das costas Caraíbas eram consumidos com o máximo desprendimento. Não tinham jamais metas ou sonhos de possessões territoriais.
A época dos corsários pode ser considerada como a época de ouro da pirataria atlântica e também o momento mais romântico dos rebeldes do mar que viveram entre os séculos XVII e XVIII. A Fraternidade da Costa passa assim à história com suas culpas, suas impávidas aventuras, mas também com seus inegável heroísmo.

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