domingo, 19 de fevereiro de 2006

Despedidas

 


 

Parem todos os relógios, calem o telefone,

Impeçam o cão de latir com um osso ,

Silenciem os pianos e ao som abafado dos tambores

anunciem a vinda do caixão com seu cortejo .

Deixem os aviões, em círculos, a gemer no céu

e escrever a mensagem, Ele Morreu,

Que as pombas guardem luto com um laço cor-de-breu.

Ele era o meu Norte, meu Sul, meu leste e Oeste,

enquanto viveu, meus dias úteis, meu fim de semana

Meu meio-dia, meia-noite, minha fala, e canção;

Meu porto seguro nas tempestades;

quem julgue o amor eterno, como eu fiz, se engana.

Apaguem as estrelas uma a uma, elas não são necessárias;

Desmantelem o sol e guardem a lua;

Despejem o oceano e destruam a floresta;

pois nada mais será como antes, a dor agora é inevitável.

(adaptação de um poema de W H Auden)

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