Depois de 2 semanas na Itália e no Adriático, finalmente chegamos à Grécia, no dia 15/08, após 8 horas de mar, entre velejadas e "motoradas".
A cada dia estou mais encantada com a Grécia, suas ilhas, seus pequenos lugarejos...
Ao nos aproximarmos da Albânia, o mar era de um azul, um intenso azul (que continuo sem achar a definição exata desse tom). A nossa primeira ancoragem foi na (ilha) Nìsois Corfu, na Òrmos (baia) Kalàmi uma pequena baia linda com várias casas, bem no estilo grego, em meio a uma "mata de oliveiras".
Na primeira noite houve um terremoto no continente grego e sentimos algumas ondas incômodas. Somente no dia seguinte, ao desembarcarmos descobrimos que tinha sido um terremoto. Um bom lugar para estar nesta hora, definitivamente, é um barco.
No dia 16/08 fomos a Gouvìa, uma baia enorme, com um canal balizado de profundidade média de 6m, e diversas pequenas ilhas, outro lugar muito bonito.
Ficamos uma noite na Marina Gouvìa, que abriga cerca de 1500 veleiros, lanchas e iates, trawlers, mega iates de 40 a 60m, modernos e antigos, verdadeiras relíquias bem conservadas e veleiros de todos os tamanhos e estados de conservação.
Para quem se interessar, vão aí os dados da Marina, lat. 39°39' N e long. 19°50' E (muito chic escrever N e E), que atende no VHF channel 69 em inglês, tem botes de apoio, piers, água, luz, loja de produtos náuticos, restaurantes... Alugam-se veleiros para todos os gostos e bolsos.
Os gregos normalmente falam inglês básico e no comércio pode-se encontrar quem fale italiano também, afinal 80% dos turistas são italianos e alemães, o resto são holandeses, franceses, ingleses e espanhóis.
Os gregos são muito simpáticos e gentis, é um povo alegre e bonito. Agora se precisar de internet, vai ser difícil encontrar em todas as ilhas, e a maioria é em grego inclusive o teclado. Mas cartas náuticas são em inglês (ainda bem).
Dia 17/08 fomos ao continente à Mourtos (Mourzo), outro paraíso, com 3 ilhas em frente, ancoramos num lugar bem abrigado como tudo por aqui. Em Sìvota, explorando com o bote, conhecemos várias cavernas, no mar há uma enorme onde vimos um veleiro de 25 pés, entrando, foi incrível. Dia 18/08 velejamos para Paxos, que fica a umas 10 milhas ao sul, o que fizemos em uma hora, com velocidade media de 10 nós. Ancoramos em Làkka, lat.39°14'N e long. 20° 07' E , um lugarejo pequeno numa enseada muito abrigada e rasa (ancoramos com 5m, o que para o Fecth é pouco pois, o calado do barco é de 4,6m). Havia no mínimo uns 60 veleiros com 2 âncoras uma na proa e outra na popa, porque não havia espaço nem para girar.
Dia 19/08 dirigimo-nos para Antipaxos umas 4 milhas para banho de mar, água quente, 31°C, azul, transparente, e cheio de gente e barco pra variar, a mais de 25m podíamos ver as pedras.
Dia 20/08 chegamos ao porto de Gaios em Paxos, uma baia com 2 ilhas em frente que formam um longo canal, onde centenas de veleiros e lanchas jogam âncora pela proa e amarram a popa na rua, literalmente, se precisar de água, gasolina ou diesel, tem sempre uns pequenos caminhões que abastecem os barcos. A cidade é muito pequena e totalmente voltada ao turismo. De um modo geral e pensando em euros, a Grécia é muito mais barata que a Itália.
Dia 21/08 seguimos para Nisoì Levkas, passamos por um canal dragado em 6m, que separa a ilha do continente, com uma ponte flutuante e móvel, que abre a toda hora completa por somente 10 minutos, portanto acelere.
Depois passamos por dezenas de enseadas, abrigadíssimas, ancoramos num lugar que chamei da saco do céu como na Ilha Grande em Angra dos Reis, só que o triplo em tamanho e muitos barcos, festa na praia e banho de mar azul. Essa ilha chama-se Nisoì Meganìsi, lat. 38° 40,340 N e long. 20° 47,432 E , na baia de Vathi. Em toda a Grécia faz muito calor, e sol, aqui não chove há meses. Para dormir dentro do barco só com ar condicionado ou do lado de fora só que o sol nasce às 4h da manhã .
Dia 22/08 fomos para N. Skorpios, para outro banho de mar, afinal a tripulação estava de férias, no final da tarde seguimos para Nidrì onde abastecemos de água, diesel e comida, passeamos um pouco. No dia seguinte voltamos a Sìvota para desembarcar 3 tripulantes e embarcar mais 4, e tudo começou de novo.
Aqui é um paraíso...
Bons ventos e até a próxima.
Chris
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